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Finanças

Dinheiro parado na conta? Com Selic a 14%, renda fixa turbina seus rendimentos

Com a Selic em 14% ao ano, investir em renda fixa ficou mais atrativo. Compare Tesouro Selic, CDBs acima de 100% do CDI e poupança, considerando impostos e liquidez.

Marina Costa · Loterix
Selic a 14%: onde os juros altos rendem mais para o seu dinheiro. Editoria de Finanças do Loterix, portal de noticias de mercado, financas e loterias.
Com a Selic em 14% ao ano, a renda fixa voltou a pagar bem, e pequenas escolhas fazem diferença no bolso. Tesouro Selic,

Se você ainda deixa o dinheiro na conta corrente, está deixando passar uma oportunidade rara. Com a Selic em 14% ao ano, a renda fixa voltou a ser protagonista. E o melhor: não precisa de muito para começar. Mas é preciso escolher bem, porque cada aplicação tem suas particularidades.

O que muda com a Selic em 14%?

Quando o Banco Central sobe a taxa básica, o efeito cascata é imediato. Quase toda a renda fixa acompanha o movimento, seja via Selic ou via CDI, que costuma andar colado nela. Na prática, quanto maior a taxa, maior o retorno dos seus investimentos conservadores. É o momento em que o risco baixo finalmente compensa.

Mas não é só olhar o percentual bonito na tela. Pequenas diferenças, como um CDB que paga 102% do CDI em vez de 100%, podem representar uma boa grana no fim do ano. E isso sem falar nos impostos, que mudam completamente o cenário.

As três principais alternativas

  • Tesouro Selic: o queridinho dos conservadores. Acompanha a taxa básica, tem liquidez diária e é garantido pelo governo federal. Se a Selic subir, você ganha mais; se cair, rende menos. Simples assim.
  • CDBs acima de 100% do CDI: bancos menores, para atrair clientes, pagam mais que os grandes. O risco é coberto pelo FGC até R$ 250 mil por instituição. Ou seja, dá para dormir tranquilo com uma boa rentabilidade.
  • Poupança: a querida do brasileiro, mas que perde feio quando a Selic está alta. O rendimento é fixado em 0,5% ao mês mais a TR, o que fica bem abaixo do que a renda fixa tradicional oferece hoje. A vantagem é ser isenta de imposto e ter liquidez imediata.

O imposto que ninguém gosta de calcular

Aqui está o pulo do gato. Tesouro Selic e CDBs são tributados pelo Imposto de Renda, com alíquotas que caem conforme o tempo de aplicação. Quanto mais tempo seu dinheiro ficar aplicado, menor o imposto. Já a poupança não cobra nada, mas rende menos. Então, o que parece óbvio à primeira vista pode não ser.

Vale sempre comparar o rendimento líquido, ou seja, depois de descontar o imposto e as taxas. Um CDB que paga 110% do CDI, com prazo curto, pode render menos que um Tesouro Selic com prazo maior, por causa da alíquota do IR. É matemática pura, e cada caso é um caso.

Outro ponto é a liquidez. Se você pode deixar o dinheiro parado por dois anos, o leque de opções aumenta. Se precisa do valor a qualquer momento, o Tesouro Selic e a poupança levam vantagem. A decisão passa menos pela rentabilidade e mais pelo seu planejamento.

Para quem está saindo da poupança, a dica é começar pequeno. Aos poucos, você entende como funciona a marcação a mercado, o CDI e a tabela regressiva do IR. E, principalmente, vê o dinheiro render de verdade. Mas lembre: todo investimento tem risco, e a rentabilidade passada não garante retorno futuro. Conteúdo meramente informativo, sem caráter de recomendação.