A poupança rende cerca de 6,2% ao ano, bem abaixo da Selic, que está em 14%. Quatorze investimentos rendem mais que a poupança em 2026, do Tesouro Selic e dos CDBs, na renda fixa conservadora, aos fundos imobiliários e às ações, na renda variável. Cada opção tem risco, prazo e liquidez próprios. A lista organiza as alternativas do mais seguro ao mais arrojado, com a indicação de para quem cada uma serve.
Helena Braga · Loterix
Deixar dinheiro na poupança em 2026 é abrir mão de rendimento. Com a Selic a 14% ao ano, a caderneta paga cerca de 6,2% e perde para dezenas de opções tão seguras quanto ela. Reunimos quatorze investimentos que rendem mais, organizados do mais conservador ao mais arrojado, para você escolher pelo seu objetivo e pela sua tolerância a risco.
Renda fixa conservadora: segura e melhor que a poupança
1. Tesouro Selic. Título público que acompanha a taxa básica, hoje em 14% ao ano. Tem liquidez diária e é o mais seguro do país, ideal para a reserva de emergência. Veja o que é o Tesouro Selic.
2. CDB de banco grande (100% do CDI). Rende perto da Selic, com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos até R$ 250 mil.
3. CDB de banco médio (acima de 110% do CDI). Paga mais para atrair o investidor, com o mesmo seguro do FGC. Exige prazo um pouco maior.
4. LCI e LCA. Letras de crédito imobiliário e do agronegócio são isentas de Imposto de Renda, o que faz um retorno menor virar um ganho líquido competitivo.
5. Tesouro Prefixado. Trava uma taxa fixa hoje, boa opção se você acredita que os juros vão cair mais adiante.
6. Tesouro IPCA+. Paga a inflação mais uma taxa fixa, protegendo o poder de compra no longo prazo. Entenda o juro real do Tesouro.
Um degrau acima: mais retorno, risco controlado
7. Debêntures. Títulos de dívida de empresas, algumas isentas de imposto (as incentivadas). Rendem mais que o CDB, com risco de crédito da companhia.
8. Fundos DI e de renda fixa. Reúnem vários títulos com gestão profissional. Cuidado com a taxa de administração, que pode comer o ganho.
9. CRI e CRA. Recebíveis imobiliários e do agronegócio, isentos de imposto, para quem topa prazos mais longos.
Renda variável: para objetivos de longo prazo
Aqui o retorno pode ser bem maior, mas o valor oscila e não há garantia. Só entre com dinheiro que não vai precisar no curto prazo. Entenda a diferença entre renda fixa e variável.
10. Fundos imobiliários (FIIs). Pagam rendimentos mensais isentos de imposto para a pessoa física. Veja o calendário de dividendos dos FIIs.
11. Ações que pagam dividendos. Empresas sólidas distribuem parte do lucro aos acionistas. Entenda o que é dividendo.
12. ETFs. Fundos que replicam um índice, como o Ibovespa, com diversificação barata em uma só compra.
13. Fundos multimercado. Misturam renda fixa, ações e câmbio, buscando retorno acima do CDI com risco moderado.
14. Previdência privada (PGBL ou VGBL). Para o longo prazo, com vantagens tributárias na aposentadoria.
| Perfil | Comece por |
|---|---|
| Conservador | Tesouro Selic, CDB, LCI e LCA |
| Moderado | Tesouro IPCA+, debêntures, fundos |
| Arrojado | FIIs, ações, ETFs |
Por onde começar sem errar?
A regra de ouro é subir a escada de risco aos poucos. Antes de investir, monte a reserva de emergência no Tesouro Selic. Depois, avance para os títulos isentos e, só com objetivo de longo prazo, entre na renda variável. Para dimensionar o ganho, compare quanto rende cada real hoje. Conteúdo informativo e educativo, não é recomendação de investimento.